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Polícia identifica suspeito de crime de fake news contra políticos do Piauí

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17/04/2021 08h32 Atualizada há 4 semanas
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Por: Redacao Fonte: Cidade Verde
 Delegado Anchieta Nery, que preside o inquérito; Foto: Roberta Aline
Delegado Anchieta Nery, que preside o inquérito; Foto: Roberta Aline

 

A Polícia Civil do Piauí identificou que um jornalista de Valença – nome não foi divulgado – disparava cerca de 200 mensagens falsas – chamada fake news – contra políticos do Piauí. Os alvos dele eram autoridades políticas como o governador Wellington Dias (PT), o ex-secretário de Segurança Pública, Fábio Abreu, o secretário estadual de Cultura, Fábio Novo, deputados e até o juiz de Valença. 

 

A investigação é da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) com apoio do Laboratório Cibernético da Secretaria Estadual de Segurança Pública.

 

O delegado Humberto Macola, gerente de Inteligência da Polícia Civil, que coordena o Laboratório Cibernético, informou que uma empresa de marketing contratou o jornalista para fazer os disparos de mensagens falsas contra os políticos do estado. 

 

“O DRCI e o Laboratório Cibernético já reuniram provas para constatar os crimes e ele confessou.  Ele disparava ao mesmo tempo de 100 a 200 mensagens fake news por minuto”, informou o delegado.  

 

O delegado ressalta que a liberdade de expressão é garantida como opinião. “O que não se pode é mascarar a verdade publicando inverdades, mentiras com intuito de prejudicar alguém”. 

 

 

 

Atualizada às 8h 

 

Uma operação para cumprir mandado de busca e apreensão em Teresina, contra suspeito de disseminar agressões em redes sociais a autoridades políticas e candidatos nas eleições de 2020 foi deflagrada pela Polícia Civil. A Operação Fake News investiga crimes contra honra praticados contra o governador Wellington Dias secretários, deputados e prefeitos e pré-candidatos a prefeito, que foram candidatos nas últimas eleições. 

 

O suspeito do crime receberia recursos públicos da prefeitura da Valença (a 220 km de Teresina) e teria sido contratado para por um marqueteiro do Ceará, para difamar candidatos nas eleições de Teresina.  

 

A investigação da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática - DRCI, com apoio da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública – DINTE/SSP, iniciou ainda no começo do ano passado, quando foram instaurados inquéritos policiais, para apurar crimes contra a honra (calúnia, difamação) praticados contra autoridades públicas no Piauí em redes sociais (Facebook e WhatsApp). 

 

De acordo com a nota da Polícia Civil, dentre as vítimas iniciais havia o Governador do Estado, secretários de estado, deputados estaduais, prefeitos e pré-candidatos a prefeito. Com o avanço do trabalho policial a DRCI observou indícios de que os ataques partiam de um mesmo investigado, e possivelmente estariam sendo financiados com recursos públicos.

 

A investigação apurou que entre as vítimas estavam o então Juiz eleitoral de Valença, uma vereadora e um pré-candidato a prefeito dessa mesma cidade. 

 

“Com a quebra de sigilo bancário e colaboração do Tribunal de Contas do Estado - TCE, se demonstrou que o investigado, autor direto dos crimes, recebia recursos, sem licitação ou contrato prévios, da Prefeitura de Valença, durante o período de execução dos crimes”, destaca a nota.

 

Segundo o Delegado Anchieta Nery, titular da DRCI, “o investigado responsável por disseminar as agressões nas páginas e perfis falsos confessou a prática em interrogatório policial, afirmando que os ataques às autoridades de Valença tinham como mentor o então Secretário de Governo da cidade, em 2020. Quanto aos ataques a líderes dos partidos PT e PR em Teresina, o investigado afirmou ter sido contratado por um marqueteiro do Ceará, que atuava para um partido adversário destes nas eleições da capital, também em 2020.” 

 

Segundo a autoridade policial, a confissão do investigado foi corroborada por elementos de prova técnica colhidos no Inquérito Policial (afastamento de sigilo bancário e de dados).

Nesse sentido, novas diligências serão realizadas para delinear a participação de demais pessoas nos crimes. "A quantidade de perfis e grupos em redes sociais manipulados, pelos investigados com objetivo de manipular a opinião pública com objetivos eleitoreiros caracteriza verdadeiro ato atentatório à democracia", explica delegado Anchieta Nery. 

 

O titular da DRCI, a Polícia Civil alerta à população em geral que crimes cometidos em meio virtual, como quaisquer crimes, são passíveis de responsabilização e a Instituição tem o conhecimento técnico e ferramentas necessárias para a realização da investigação policial.

 

Maiores informações podem ser fornecidas pelos delegados responsáveis pela ação na Delegacia Geral, às 11 h. 

 

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Flash Yala Sena (com informaões da Polícia Civil)

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