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Crianças retiradas de casa pela justiça precisam ser acolhidas; veja como ajudar

O projeto é mantido pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi)

08/02/2020 09h53
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Por: Redacao Fonte: cidadeverde.com
Foto: Semcaspi
Foto: Semcaspi

O Projeto Família Acolhedora está precisando de voluntários para acolher crianças retiradas da família por decisão judicial. Das 15 vagas, apenas seis estão preenchidas. A iniciativa é inovadora, já que, ao invés da criança ir para um abrigo, ela permanece no ambiente familiar. O projeto é mantido pela Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

“É um serviço de acolhimento temporário para crianças que estão em abrigo. Nós temos vagas para 15 famílias. Neste momento o Família Acolhedora tem 6 famílias inscritas. Cinco estão capacitadas e já fazem o acolhimento e uma está em processo de seleção”, informou ao Cidadeverde.com a gerente executiva do projeto, Lorenna Batista.

Segundo a gerente, o projeto atende crianças e adolescentes de 13 a 18 anos. Durante a estadia na família acolhedora, a criança é acompanhada por uma equipe técnica. Enquanto isso, os responsáveis de origem passam por uma série de ações socioassistenciais, realizada por uma equipe formada por assistentes sociais e psicólogos, com o objetivo de promover a reintegração adequada da criança acolhida, que realiza visitas ocasionais durante o atendimento. Por motivos de segurança, a família acolhedora tem seu anonimato garantido.

“O grande objetivo é retirar essa criança do abrigo e colocar ela num ambiente familiar enquanto a gente resolve essa questão junto com a justiça, do caso que levou ela a ser retirada de casa”, explica Lorenna.

A família interessada precisa entrar em contato com o projeto pelo telefone 3234-1652 e marcar uma entrevista com a equipe. “Depois do atendimento, que envolve psicólogo, assistência social, tem início o processo de capacitação”, ressalta.

A gerente explica que a família acolhedora não pode adotar a criança atendida. “Quando a família entra, assina uma declaração de que não pode adotar a criança. Existe um cadastro nacional. Esse sistema é prioridade”, detalha.

Quem participa do projeto recebe uma bolsa de R$ 500 para crianças com necessidades especiais e R$ 750 para quem não tem necessidades especiais. “Esse valor é por criança. Não tem limite para o acolhimento. Tem família que acolhe duas, três”, destaca.

O tempo de acolhimento varia em média de 6 meses até um ano. “A gente reforça o vínculo da família de origem e a criança, por isso que eles veem a criança uma vez por semana. Essas visitas são monitoradas”, explica Lorenna, ressaltando que oito crianças já foram acolhidas este ano.

“Esse ano a gente acolheu 8 crianças. Duas foram adotadas, uma está em processo de adoção, uma retornou pra família. Também temos dois irmãos destituídos do poder familiar. Um deles precisa de cirurgia”, finaliza.

Hérlon Moraes
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