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Policia

Em audiência, dados pessoais são 'roubados' e professor perde mais R$ 2 mil

O delegado acrescenta que apesar dos fortes indícios do crime, o estudante foi liberado.

27/09/2019 14h48Atualizado há 3 semanas
Por: Redacao
Fonte: cidade verde
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Fotos: Divulgação PCPI
Fotos: Divulgação PCPI

Um estudante de Direito - que representava uma empresa aérea -  foi indiciado por falsa identidade e estelionato nesta sexta-feira (27). 

Segundo o delegado Luiz Guilherme, titular do 11º DP, ele é suspeito de "roubar" dados pessoais de um professor universitário durante audiência contra a empresa aérea. A vítima só descobriu o crime após ter seu nome negativado junto ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa.

"Esse professor entrou com uma ação contra uma empresa aérea. No dia da audiência, a empresa enviou o estudante de Direito como preposto, ou seja, pessoa responsável por representar a empresa em audiências judiciais. Devido a função que ocupava, ele tinha acesso aos dados pessoais da vítima. Então, de posse dessas informações, ele começou a pedir cartões de crédito em nome do professor e fazer compras que ultrapassaram R$ 2 mil em shoppings, bares e restaurantes da cidade", explica o delegado. 

O mandado de busca e apreensão foi cumprido hoje na casa em que o suspeito mora com a família no bairro Piçarreira, na zona Leste de Teresina. 

O delegado acrescenta que foram apreendidos vários cartões de crédito na residência do suspeito.

"No momento da abordagem, ele confessou e admitiu outras práticas similiares. Mas depois de ser orientado, negou. Contudo, na residência encontramos vários cartões de crédito em nome da vítima", reitera Luiz Guilherme acrescentando que o estudante também chegou a forjar um contracheque em nome do professor que leciona na UFPI e Uespi.

Fotos: Divulgação PCPI

O investigador Eduardo Freitas pontua que um dos cartões de crédito solicitado pelo suspeito era ilimitado e o prejuízo poderia ser bem maior. 

"Na residência apreendemos sete cartões e ainda um caderno com nomes de possíveis vítimas", informou o investigador. 

O delegado acrescenta que apesar dos fortes indícios do crime, o estudante foi liberado. 

"Para se configurar o crime de estelionato é necessário que a vantagem financeira tenha ocorrido nas últimas 24 horas", conclui o titular do 11º Distrito Policial . 


Graciane Sousa
[email protected]

 

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