Fox Trader X
Anuncio
Politica

Cristão e Política: Ezequias e o legado de governo

O poder da oração

22/09/2019 00h13
Por: Redacao
Fonte: Lagoinha.com
397
Foto: Comunicação Lagoinha
Foto: Comunicação Lagoinha

Ezequias reinou em Israel no período entre 726-697 a.C. Seus feitos representaram um período de paz da nação. Um grande momento na história do rei, ocorreu quando a poderosa Assíria cercou Jerusalém e ameaçou destruir a cidade santa por completo.

O poder da oração 

A força do exército do rei Senaqueribe poderia aniquilar Israel rapidamente. O rei Ezequias buscou a Deus de todo coração e clamou por socorro. Uma extraordinária intervenção divina livrou Jerusalém da destruição. Deus enviou um anjo que matou 185 mil soldados assírios de uma só vez, livrando Israel por completo.

Em outro momento, Ezequias sofria de uma doença terrível que fatalmente o levaria a morte: “Ezequias adoeceu gravemente, ficando às portas da morte. O profeta Isaías veio visitá-lo. “Põe todos os teus assuntos em ordem”, disse-lhe Isaías, “e prepara-te para morreres. O Senhor manda dizer-te que não recuperarás a saúde. Ezequias voltou-se para o lado da parede e orou assim ao Senhor: Ó Senhor, lembra-te de como eu tenho sido honesto e sincero contigo e como procurei obedecer a tudo o que tens dito! E começou a chorar intensamente. Antes que o profeta tivesse deixado o pátio do palácio, o Senhor tornou a falar-lhe: Volta para trás e vai ter com Ezequias, o chefe do meu povo; diz-lhe que o Senhor, o Deus do seu antepassado Davi, ouviu a sua oração e viu as lágrimas que verteu. Curá-lo-ei; daqui a três dias levantar-se-á da cama e estará no templo! Acrescentarei 15 anos à sua vida e salvarei esta cidade do rei da Assíria” (II Reis 20.2-6).

Fantásticas as histórias de Ezequias! Um rei que governou seguindo exemplos de seus antepassados tementes a Deus e, experimentou o livramento para si mesmo e para o povo judeu. O tempo passou, até que em um dado momento, Ezequias, após receber presentes do reino da Babilônia, escancara as portas do palácio para que aquele país estrangeiro tivesse todo acesso às riquezas de Israel.

O erro de Ezequias

“Pouco tempo depois, Merodaque-Baladã, filho do rei Baladã da Babilônia, enviou embaixadores com cartas e um presente a Ezequias, porque tinha ouvido dizer que estivera muito doente. Ezequias apreciou muito este gesto e concedeu-lhes uma audiência, na qual levou os delegados da Babilônia a visitar o seu palácio, mostrando-lhes inclusivamente a casa do tesouro, cheia de peças de prata e de ouro, de especiarias raras e dos melhores perfumes. Levou-os ainda à casa das armas e mostrou-lhes tudo; não lhes escondeu nada; abriu-lhes todas as portas” (II Reis 20.11-13).

O profeta Isaías então traz uma nova palavra da parte de Deus dizendo que tudo que foi apresentado aos babilônios, um dia seria levado para aquele país. Ezequias cometeu o grande erro de compartilhar os segredos e as riquezas da nação com um potencial inimigo. Além disso, ele revela no versículo seguinte uma visão de futuro completamente egoísta e inapropriada para qualquer governante: a falta de compromisso com as gerações futuras.

“Ouve-me!”, disse-lhe Isaías. “Dá atenção à palavra do Senhor: Há de vir a altura em que tudo neste palácio será transportado para a Babilônia. Todos os tesouros dos teus antepassados serão levados; nada ficará aqui. Alguns dos teus filhos até serão feitos escravos. Sim, eunucos do palácio do rei da Babilônia” (II Reis 20.15-18). Respondeu Ezequias: “Essa é uma boa notícia da parte do Senhor, respondeu Ezequias. É que pensou: Pelo menos, haverá paz e segurança durante a minha vida!” (II Reis 20.19).

O egoísmo e a falta da busca a Deus

Ezequias conformou-se com a paz e a prosperidade tão somente para seu período de governo e ignorou completamente a destruição de seu povo nos anos vindouros. O rei poderia ter tido outra postura diante da palavra trazida por meio de Isaías e adotado a mesma estratégia de quando a Assíria cercou Jerusalém e no acometimento de sua doença.

Por que Ezequias não se humilhou perante Deus e tomou providências para que seu povo não fosse atacado? Ele sofria do mal que muitos governantes sofrem hoje, governam apenas para colherem resultados imediatos, sem pensarem nas gerações futuras.

Precisamos de governantes que olhem para o futuro, que ao projetarem quaisquer ameaças para o povo, enfrentem o problema desde já. A Reforma da Previdência é uma dessas ações que devem ser consideradas pensando nas gerações vindouras. Outras reformas, como a tributária, por exemplo, também precisam ser pensadas considerando o futuro.

Ezequias poderia ter encerrado seu governo de forma diferente, mas infelizmente não foi assim que aconteceu. Que no Brasil floresça cada vez mais governantes comprometidos verdadeiramente com o povo, e que as sementes hoje plantadas nesse país gerem muitos frutos nas gerações posteriores.

:: Carlos Said Pires – Grupo de ação Política (GAP)

Nenhumcomentário
500 caracteres restantes.
Seu nome
Cidade e estado
E-mail
Comentar
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Mostrar mais comentários