ESTADO DO PIAUI
Teresina
Justiça dá prazo de 60 dias para FMS adequar estrutura do hospital do Monte Castelo
Procurada pelo Cidadeverde.com a Fundação Municipal de Saúde afirma que ainda não foi notificada da decisão e se pronunciará somente no processo.
15/09/2018 11h09
Por: Redacao
Fonte: cidadeverde.com
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Foto: Divulgação/MPPI
Foto: Divulgação/MPPI

O juiz da 1ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, Aderson Antonio Brito Nogueira, acatou as solicitações do Ministério Público do Piauí nesta sexta-feira, 14, e deu à Fundação Municipal de Saúde o prazo de 60 dias para ajustar a estrutura física, de pessoal e funcionamento do hospital do Monte Castelo. A decisão se deu após ação civil pública movida pela 29ª Promotoria de Justiça contra a FMS.  A Ação foi impetrada na última terça-feira, 11 de setembro, com objetivo de solicitar ao Poder Judiciário medida liminar para que a FMS promova adequações e melhorias no Hospital “Dr. Miguel Couto”, localizado no bairro Monte Castelo, zona sul da Capital.

Entre os pedidos feitos pelo MPPI, estão a aquisição ou reparo das poltronas destinadas aos acompanhantes, que apresentam rasgos; ajuste no sistema de chamada, de modo que todos os leitos possuam tal mecanismo e que os chamados sejam percebidos pelos profissionais de enfermagem; a compra de ventilador mecânico, para a sala de estabilização do hospital, aquisição de tensiômetros (instrumento utilizado para medir a pressão arterial) e termômetros para uso dos profissionais de saúde.

O promotor de Justiça Eny Marcos Vieira Pontes, autor da ACP e titular da 29ª Promotoria de Justiça, requereu, ainda, que seja realizado um redimensionamento dos profissionais de Enfermagem, diante da sobrecarga de trabalho comprovada pelo Conselho Regional de Enfermagem (COREN) em decorrência da falta de enfermeiros no Pronto Atendimento e Classificação de Risco, além da Sala de Estabilização, no período noturno e nos finais de semana. Por último, o membro do Ministério Público requer a promoção de capacitações dos profissionais de saúde nas áreas de Cardiologia e Oncologia, com o devido registro e certificação, por ter se tornado referência de intercorrências dos pacientes oriundos do Hospital de Urgência de Teresina e do Hospital São Marcos.

Em agosto, o promotor de Justiça Eny Marcos Vieira Pontes, acompanhado pela presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Piauí (Coren-PI), Tatiana Maria Melo Guimarães, inspecionou a unidade de saúde, que recentemente passou por reforma, e constatou diversas irregularidades.

Procurada pelo Cidadeverde.com a Fundação Municipal de Saúde afirma que ainda não foi notificada da decisão e se pronunciará somente no processo.

Rayldo Pereira
Com informações do MPPI
[email protected]

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